sábado, 28 de agosto de 2010

Um olhar sobre Sorocaba


Sorocaba, uma cidade vestida com a luz da prosperidade.

No dia 15 de agosto de 1654, eis que surge no horizonte, próxima ao Trópico de Capricórnio, uma cidade vestida com a luz da prosperidade.

Sorocaba nasceu numa manhã de inverno onde o Sol transitava pelo signo de Leão, rasgando a terra com a força da sua fecundidade. Berço dos índios tupiniquins que deixaram pelo caminho do gramado amassado os vestígios da sua presença, sobre as margens do Rio Sorocaba.

Sua história possui a força do seu legado, trazida pela Feira de Muares num ponto estratégico de encontro e comunicação entre os tropeiros e bandeirantes que por aqui passaram, mostrando o destino que esta cidade tem como lição de vida aos futuros habitantes.

Sorocaba não se contenta com pouco, por isso cada vez mais prospera na sua grandeza originada na regência do Sol, vestida de luminosidade e a proteção de Nossa Senhora da Ponte. Sob a luz do seu Arcano idealizador surge o Hexagrama Pentáfico no céu desta cidade avatar em todos os sentidos, chamando para si pessoas com a mesma capacidade idealizadora, empreendedora e liderança personalizada.

Esta ‘Manchester Paulista’ abraça todos aqueles que possuem vontade firme e almejam sucesso em sua jornada. Sua alma está aberta para receber todos os nomes e sobrenomes que desejarem prosperar através do trabalho digno, inteligente e criativo, nos diversos setores disponíveis por seu desenvolvimento contínuo. Sorocaba leva um lema na alma: “A união faz a força”. Os verbos que acompanham sua origem são: “Eu quero” e “Eu crio”. O poder criativo está fluindo por intermédio da luz que resplandece em cada alvorada desta cidade.

O amarelo ouro da sua bandeira, que simboliza a prosperidade e a fé dos sorocabanos, também lembra a luz do Sol e da energia do plexo solar de Leão. O vermelho que relembra a busca das glórias, por incrível que pareça, simboliza também a Lua em Áries no dia 15 de agosto de 1654. Áries é regido pelo Planeta vermelho Marte. A cor amarela, o Sol em Leão; a cor vermelha, a Lua em Áries; ambos os signos são do elemento fogo. Não sei se havia um conhecedor de simbologias na época em que esta bandeira foi idealizada, porque houve aqui uma grande intuição e inspiração.

O caminho cabalístico de Sorocaba é o caminho da ponte que integra a polaridade da construção e da destruição. A cidade se fortalece quando deseja destruir algo, para construir algo melhor, mesmo que encontre resistência e obstáculos, enfrenta e continua adiante. Neste caminho que Sorocaba percorre, o Fogo se torna Luz com bênçãos e glórias.

Um portal de grandes possibilidades se abre na visão de quem chega à Sorocaba. Ela tem o poder de seduzir e encantar seus visitantes, assim que percorrem as grandes avenidas que atravessam os bairros da cidade. A beleza dos parques naturais e a forma de como a cidade é bem cuidada, seguindo seu crescimento visto a olhos nus, chama a atenção e o desejo de querer morar nesta cidade tão acolhedora.

Sorocaba tem o poder alquímico de transformar ferro em ouro, através de pessoas que possuem comprometimento com o desenvolvimento e crescimento desta cidade. Os setores da Saúde e da Educação são importantíssimos para o futuro promissor dos seus habitantes. Assim como, o da fé e da religiosidade que buscam acreditar sempre no melhor para a ‘Rainha d’esplendor’, a ‘filha e mãe dos bandeirantes’, a ‘terra dos tropeiros’ vestida com a luz da prosperidade:

Ó Sorocaba! Terra abençoada!

Nascida diante do rei Sol, seu regente

Fortalece nossa alma sempre iluminada

Enquanto sua Lua guerreira se faz crescente.


Helen De Rose.


*Antologia lançada no dia 25/08/2010 na 6ª Semana do Escritor em Sorocaba/SP



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Sertão do Amor













O agreste tem a forma do meu coração solitário
Sofre com a seca que racha o solo sertanejo
Com a escassez da fonte que alimenta este cenário
Coberto pela poeira trazida pelo vento alísio do desejo

Aqui não tem chuva para as singelas flores
Apenas lágrimas que se derramam na mata branca
Formando uma caatinga rasteira de muitas dores
Na pele semi-árida vertendo o suor sem estanca

O sertão do amor é uma verdadeira estiagem
De sentimentos que não provam da sua essência
Dos sabores perdidos no calor de cada paisagem
No toque dos lábios umedecidos nessa não existência

Hei de chorar até o dia que chegar minha morte
Para me livrar do tormento que me causa este fel
Enquanto meu amor sonha com teu morno rio do norte
O único lugar onde meu sertão encontra sua Ponta do Mel

Helen De Rose

*Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 67 -  lançamento: Agosto / 2010 - CBJE - Rio de Janeiro
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