terça-feira, 26 de abril de 2011

Hoje estou amando anjos....

imagem do google*

Hoje estou amando anjos...
Anjos alados que sobrevoam meus sonhos
Anjos caídos que choram os martírios
Anjos da asa quebrada que se curam na jornada
Anjos que descem as escadas do céu
Possuem suas almas translúcidas
Diante da sua inocência purificada
Não serão jamais desse mundo insano
Pois estão acima das misérias humanas

Hoje estou amando anjos...
Anjos benfazejos que fazem a vontade divina
Anjos esotéricos que trazem uma mensagem
Anjos celestiais que deixam seu perfume de rosas
Anjos sobrenaturais que anunciam os presságios
Possuem a sabedoria incontestável do bem
Purificando aqueles que possuem ouvidos de ouvir
Pois estão sempre sussurrando na nossa intuição
Doando de graça "a graça luz" da sua proteção

Hoje estou amando anjos...

Helen De Rose





domingo, 17 de abril de 2011

Jardineiro de rosas












Ama este coração liberto
Nas asas deste amor
Desperto nos teus olhos de céu
Deitado no teu peito aberto
Sentindo na saudade o calor
De quem te ama através do véu

Do amor da linhagem do mel
Nascido na derme da rosa
Umedecida por gotas de perfume
Acesa nos teus dedos ao léu
No apetecer da vida saborosa
O penetrar do verso em lume

Peito fundo pulsando poesia
Mergulhado no oceano da saudade
Deitada sobre a terra da tua alma
Respira o perfume da maresia
Enquanto queima a chama da idade
No peito que tua mão espalma

Alguém roubou este destino
Pensando que ele fosse terminar
No teu jardim de abelhas e flores
Cultivado igual paraíso divino
Ainda há uma flor a sonhar
Com um beijo de todas as cores


Helen De Rose


* lançado em 15/04/2011 - CBJE - Rio de Janeiro


domingo, 10 de abril de 2011

Os mosaicos das esquinas sem saída


Ela anda por entre a gente
Pelas ruas da cidade
Uma menina sem maldade
Carregando seu quebra-cabeça
De anjos em vitrais coloridos
Ao som de Monte Castelo
Nos camelôs das sarjetas
Vendedores de mosaicos
Das esquinas sem saída
Onde existem outras mentes
Dos seres vagabundos
Que seguem a maldade
Dos seus pensamentos desumanos

Agora ela não anda mais 
Pois foi encontrada numa mala
Totalmente estuprada pelo desamor
Violentada na sua inocência
Estrangulada na inconsciência
Do seu algoz mundano
Encontrada por acaso
Perto do lixo dos restos da gente
Ao som de Monte Castelo
Próximo aos mosaicos
Das esquinas sem saída
Dormindo num mundo distante
Ouvindo os anjos celestes
Falando do amor:
É só o amor!
É só o amor!
Que conhece o que é verdade!


Helen De Rose



sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aceita-me como eu sou


Chovia uma garoa fina lá fora, cobrindo o asfalto preguiçosamente. 

Através da janela toda embaçada, via as folhas caindo de uma frondosa paineira, enquanto o vento envolvia seus galhos. O dia foi nublando meus olhos, enquanto choravam uma despedida. 

Uma pequena borboleta amarela brincava em volta da roseira que era da minha avó materna. Nessa manhã, com mais de vinte rosinhas brancas sorrindo para mim.

O tempo leva de nós as estações em ciclos intermináveis, deixando saudades salutares. Este mesmo tempo anuncia as transformações da natureza, agora para o outono, transformando a nossa natureza interna em algo melhor. 
Logo adiante, a rua da minha casa ficou silenciosa. Pessoas tristes caminham pela calçada protegidas com um guarda-chuva. 

Um amigo partiu durante a madrugada. Talvez, ele encontrou no sono uma porta de saída desta vida repleta de provações. Ele dependia de todos para sobreviver. 

"- Aceita-me como eu sou, olhe sempre para meus olhos e veja além do meu corpo físico", ele me dizia, quando sentado em sua cadeira de rodas, lia um livro de Sidney Sheldon. 

O destino quis que ele não crescesse de tamanho, porque seus ossos eram frágeis como cristais. Entretanto, sua pequenez física não impediu que ele fosse um dos grandes homens que tive o privilégio de conhecer.

Sua deficiência apenas me fez refletir o quanto desejamos ser aceitos por todos. O quanto desejamos ser valorizados por todos. E, se, por algum motivo não nos sentirmos assim, fazemos de tudo para conseguir esta aceitação. Mesmo que isso nos tire a razão ao gritarmos aos quatro cantos do mundo, mesmo que isto coloque em jogo a nossa reputação; todos os dias desejamos provar a nós mesmos que somos aceitos pela maioria. Precisamos ter aquela tão desejada popularidade. Chamamos a atenção de todos. De certa forma, somos todos deficientes de alguma coisa que pode ser: física, mental ou espiritual. 

Nesse dia, onde até as nuvens choravam, perdi meu pequeno amigo deficiente físico, que me ensinou grandes lições de vida. Aprendizados recebidos por várias estações do tempo em que ele estava aqui. Tenho certeza que ele escolheu partir, nesta transformação da natureza para o outono, porque ele adorava ver as folhas voarem ao vento. Era uma forma dele imaginar sua liberdade diante da natureza divina.
Tenho certeza que ele está entre as folhas, agora, sentindo o frescor do vento nesse voo presente em outra dimensão.

Onde quer que você esteja meu querido amigo, leve contigo estas palavras: 

- Do meu coração para o seu coração, receba minha amizade incondicional.



Helen De Rose

(este texto é dedicado para meu amigo Baddini)

*lançamento em 15/04/2011 - CBJE - Rio de Janeiro.



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