sexta-feira, 17 de junho de 2011

Siga o voo das borboletas


Acende mais uma luz
E o casulo despe a origem da vida 
Que se transforma em liberdade
Pelo tempo que as asas libertam
Sobrevoando as veredas da existência
Enfeitando a natureza com suavidade e leveza
Por entre os campos e flores com sua beleza
Multicolorida ou de uma cor vibrante
Momento a momento, espalhando uma nova semente
Produz o ovo que nasce a lagarta rastejante
E numa metamorfose espetacular de magia
Prepara-se para a morada de uma nova vida
Doando de si para outra nascer do seu casulo
Num ciclo interminável de transformação
Ensinando que a vida é momentânea e pura alquimia
Doação espontânea do ser em essência
Do nascimento, vida, morte e renascimento
Nas veredas naturais da existência presente
As borboletas nos mostram todos os dias
O show da vida!

Se, deseja ser feliz,
Pelas veredas da vida,
Siga o voo das borboletas!


Helen De Rose

* Lançamento dia 9 de julho de 2011, no Fran's Café de Sorocaba/SP.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Rosas choram orvalhos












Entre ruínas de um lamento
De uma triste alma trincada
Sobre os destroços ao vento
Vive uma rosa isolada

O coração que pulsa nesse peito
Vive por um amor encantado
O coração, outrora abandonado
Aprisionou-se, cativo e rarefeito

Rosas que choram orvalhos
Nas manhãs de primaveras
Enfeitam os caminhos e atalhos
Enquanto a morte não dilacera

Olha para os oráculos dos deuses
E sente o palpitar cardíaco
Ao conceber uma vida em meses
Destruída pelo pensar demoníaco

Rosa solitária! Se o amor fosse uma estrela
Arderia nas noites, como uma eterna vela
Se é desumano matar uma donzela
O que seria, então, apagar o brilho dela?

Hoje teu coração está despedaçado
Pelo desgraçado que te abandonaste
Pois brotaste numa alma de pedra dura
Sem envergadura para acolher teu amor

Mas, tua dor será abençoada
Pois, será amada por quem te merecer
Quando aparecer o amor da tua vida
Ficará florida enquanto viver!

Helen De Rose


quarta-feira, 1 de junho de 2011

O amor se foi











O amor se foi
com o sopro do vento
levado pela ingratidão
de um gesto lento
no meio da brisa
onde nada é o advento
O amor se foi
com a fumaça das cinzas
queimadas no canto do chão
onde lágrimas alcalinas
não diminuem a distância
que separam nossas vidas
O amor se foi
muito antes do Eu adormecido
nas manhãs escuras
d'um deserto esquecido
pela luz aquecida
num lampião envelhecido
O amor se foi
deixando suas pegadas
na pele do coração
feito tatuagens marcadas
pelas sementes no solo
quando morrem germinadas
O amor se foi
esquecido pela memória
diluído no éter do fim
escrito numa história
onde uma breve eternidade
espera por sua vitória


Helen De Rose

*lançamento em 20/06/2011 - CBJE - Rio de Janeiro





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