terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ao Filho do Universo

Meu filho e eu










Dedicatória          

Ao Filho do Universo

Atibaia, 30 de agosto de 1990.

Mãe da Terra,

Hoje, estou entregando Meu filho em seus braços, para que cuide e zele por ele.
Estou lhe concedendo o direito de ser mãe, como concedi à sua mãe quando você nasceu.
Todos os primeiros anos de vida desse filho irão depender da sua dedicação e disponibilidade de tempo, para educá-lo, ensinando tudo o que ele deve aprender para ser um homem virtuoso no futuro. Principalmente, a responsabilidade diante da vida em comum com as outras pessoas.
Com o tempo, ele vai crescer e vai descobrir que a vida está cheia de caminhos bons e ruins, mas a escolha pertence somente a ele.
Quanto a você mãe da Terra, vivenciará a divina experiência de ser mãe, sabendo aceitar as suas limitações e as limitações do seu filho também.
Chegará o tempo em que você terá que confiar na educação que deu para ele,  deixando-o caminhar com seus pés. Dessa forma ele irá amadurecer com suas próprias experiências de vida.  Igual aos pássaros que ensinam seus filhotes a voar e, de repente, voam para a liberdade e deixam seus ninhos.
Lembre-se sempre que ele é Meu filho e que estou depositando em você toda a minha confiança para bem cuidá-lo.
Eu conto com seu amor de mãe todos os dias que ele viver, independente, da idade que ele tiver, independente das circunstâncias que ele estiver.
Apenas mais uma coisa:
Ame seu filho como você se ama, pois só assim ele vai sentir o quanto é importante amar o próximo.
Mãe da Terra,  Eu me despeço apenas simbolicamente, pois estarei contigo todos os dias da sua vida, iluminando sua missão de ser mãe.

Assinado: O Criador

Este livro é dedicado ao meu filho Luiz Vanderlei Vitório Junior.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Sinal Sagrado da Aurora Boreal


O sagrado se faz presente
Na alma que habita nossa existência
No dom sensível de quem escreve
E ouve as vozes que declamam 
Os versos por excelência

Nossos olhos presenciam 
As imagens dessa congruência
Da alquimia nascida na natureza
Mostrando sua infinita equivalência
Nos acontecimentos diários da vida

A presença desse sinal sagrado 
Vem lá do azul do céu
Do hemisfério norte
Onde o sol da meia-noite
Reflete uma aurora boreal
Nas noites de setembro e outubro
Anunciando o inverno glacial
Lembrando uma fábula lapã
Trazendo o fogo da raposa
Na lenda da sua estória:

As caudas das raposas 
Que corriam pelos montes lapões
Batiam contra os montes de neve
E as faíscas que saíam desses golpes
Refletiam-se no céu
E quem presenciasse esse momento
Sublime...
Viveria feliz o resto da sua vida!
Porque isso era um sinal de fertilidade!
O Sinal Sagrado da Aurora Boreal!

Helen De Rose 




quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Os Signos da Humanidade









Cada sinal uma vertigem
Daqueles que são e dos que nunca foram
Estabelecem personalidades com sinais
Selados no DNA do código genético
Nos perfis que o tempo vai formando
Contando cada um sua história
De nascimento, vida e morte
Por destinos marcados por trajetórias
No “bendito é o ventre” que lhe carrega
Nas sombras das luzes que a face desenha
Em deslizes de caráter que a alma prega

Diante dos que ainda não morreram
Com sua insanidade filosófica
Do amor à terra que lhe deu a morada
Formando a vida uma obra antológica
As línguas que a torre de babel eleva
Das culturas antropológicas uma sina
Sob os véus dos signos que lhe cobrem
As maldições herdadas pelos seus antepassados
Que da vida presente e regressa nunca morrem

Ledo engano quem tenta se esconder
Pois não cai uma folha sem que alguém saiba
Cada minuto da vida é marcado por grãos de areia
Que traz em si o signo do tempo que não pára
Virando os ciclos como ampulhetas do tempo
Mostrando os vazios que da alma separa
Dos enganos que sofrem as escolhas erradas
Saem outros signos marcados com suas chagas
Na impotência de buscar uma saída imediata
Sacrificam-se na senda por lutas perdidas
Nas regras ditadas por leis da Grande Justiça
Somos apenas os signos da humanidade bendita

Humanidade!
Mostre os signos da sua face!

Helen De Rose  


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Meu Pai foi criança um dia...











Meu pai foi abandonado,
Pela sua mãe aos 4 anos.
Foi criado por uma tia,
Que lhe deu abrigo e comida.
Durante sua infância,
Entregou leite e jornal,
Para ganhar seu dinheiro,
E comprar seus cadernos,
Para poder estudar.
Com seus 14 anos,
Entrou no Banco como faxineiro,
E servia café para os clientes.
Quando terminava o expediente,
Meu pai lia os livros de contabilidade.
Percebendo sua vontade de trabalhar,
Seu chefe o promoveu para almoxarife,
E depois de passar por vários cargos,
Conforme sua capacidade e vontade,
Ele se aposentou com 32 anos de Banco,
Como gerente de uma Agência importante.
O testemunho de vida do meu pai,
É o motor propulsor da minha vida,
Porque ele teve uma oportunidade,
E se agarrou firmemente nela,
Com vontade e disciplina.
Ele poderia ser mais um,
Dos filhos abandonados pela mãe,
Sem rumo certo na vida.
Mas, ele optou pelo trabalho,
Por querer vencer na vida,
E realizar seu sonho,
De ser um vencedor.

Helen De Rose

*Nas mesmas mãos que traz o sonho e escreve a obra, o universo manifesta a sua presença através da Luz da Boa Vontade, conspirando a favor de todos aqueles, que levam em sua mente o intento da solidariedade. Aos poetas e todos aqueles que acreditaram neste sonho, meu respeito e admiração.

*Antologia destinada a ajudar uma Instituição de Portugal.



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