quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Eu vejo Você!









Quem fez a noite e as escrituras
Pensou numa forma de ficar
Diante da sua criação e criaturas
No alto do céu uma marca de olhar


Vejo a sua onipresença
Em tudo que nos deixou
Por isso sempre digo essa sentença:
- Adonai! Eu sou o que eu sou! Avatar!

Vejo a sua onisciência
Em cada despertar de alma
Nos humanos de consciência
Revelando segredos nas linhas da sua palma

Vejo a sua onipotência
Na grandeza dos Universos
Sem conseguir dimensionar a existência
Nesses meus pequenos versos

Só pode ter sido o Início
Só pode ter sido o Fim
Daquele que criou todas as coisas
Criou a Lua olhando pra mim!


Helen De Rose


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Hóstia negra


O ritual inicia-se
com profanação,
uma blasfêmia
cantando o luto,
ofertando pó
para voltar ao pó.
No altar,
uma vela preta
derrama o choro
da sua luz,
no momento
da consagração,
quando a fé
ajoelha-se diante
da hóstia negra.
Sozinho,
sobre um lençol,
um corpo padece
os calafrios
e alucinações
do êxtase
que toma conta
de suas entranhas,
perdendo todos
os sinais vitais.
A morte é um farol
que procura na imensidão,
a visão
de quem deseja
a destruição.



Helen De Rose


*Editora CBJE - 20/10/2011- Rio de Janeiro




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