segunda-feira, 12 de setembro de 2011

As madrugadas nascem nas manhãs


Meia noite e um segundo,
No meu quarto solitário,
Iluminado por um candeeiro,
Com sete chamas de velas azuis.
Da cama, olho para a janela.
Relâmpagos clareiam o veludo negro do céu,
Anunciando outra tempestade de verão.
O vento envolve a cortina branca de voal,
Balançando o 'senhor dos ventos',
Pendurado no teto.

O sono não deseja descansar,
Na madrugada da minha alma.
Os trovões reviram meu ventre morno,
Por entre os lençóis floridos de margaridas.

Como uma sonâmbula, vou até a janela
Para sentir a liberdade do vento,
Tocando em minha face porcelana,
Acariciando meus cabelos longos.

Neste instante,
Ouço tua voz me chamar,
Deixando um sensível eco
Nos meus ouvidos.

Enquanto as madrugadas nascem nas manhãs,
Eu sigo a te procurar nas noites da minha alma,
Neste meu sonambulismo,
Até encontrar o portal dos teus sonhos.
Então,
Tua mão segura a minha,
Mostrando toda a paisagem
Que existe em teu coração.

Oh! Madrugada dos amantes!
Guia-me até o teu sol nascente!
Nesta noite que termina sem meu amado.
Ilumina o lugar que nos espera,
E que ninguém mais pode ir,
Somente,
Os olhos do nosso coração.

Enquanto as madrugadas nascem nas manhãs,
Eu ouço tua voz me chamar...

Helen De Rose





3 comentários:

  1. Bom dia, Helen!

    É sempre na madrugada que os pensamentos e sentimentos se libertam, não é?
    Lindo o seu poema, parabéns!

    Beijo grande!

    ResponderExcluir
  2. hola Helen,
    muy hermoso tus estrofas de amor. Lindos pensamientos que cubren tu mente.

    Me gustaria mucho compartir contigo mi blog:
    http//deseosderebecca.blogspot.com

    un abrazo con carino^^

    ResponderExcluir
  3. hola Helen,
    muy lindo tus poesías.

    un abrazo ^^
    Rebecca

    http://deseosderebecca.blogspot.com

    ResponderExcluir

Agradeço sua atenção.
Bastante proteção em seus caminhos.
Sucesso sempre.
Helen De Rose

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