quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Sorriso Iluminado!


O sorriso 
aproxima as pessoas. 
Se elas estão tristes, 
encontram nele 
o conforto. 
Se elas estão sozinhas, 
encontram nele 
o abraço. 
O sorriso 
é um gesto renovador 
de ânimos. 
Quando sorrimos 
logo ao amanhecer, 
parece que o dia nos recebe 
comemorando 
nossa presença. 
O sorriso 
é o nosso cartão de visita 
felicitando 
nossos desafios diários. 
Não deixe de sorrir 
um dia sequer, 
porque o seu sorriso 
pode fazer milagres 
inesperados! 
Sorria!

Helen De Rose

* Antologia lançada em Novembro/2016


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Da Minha Carência


Uma mão carecente abre a porta da minha insanidade. Amarra todo o meu coração num laço dependente. Dizendo que seu amor sente minha saudade. E deseja amar o meu passado e futuro no presente. Minha carência está na história de vida que carrego. Por tudo aquilo que me faltou um dia. Alguém carinhoso para carregar no colo o meu ego. Viciando minha mente naquilo que ela confia. Acredito nesse louco sentimento sagrado. Mesmo que perdure por um breve momento de atenção. Só não quero sentir um vazio descontrolado. Quando me encontro diante da solidão. Já esperei muito das pessoas nessa vida. No fim de um túnel onde não vi ninguém. Tive que procurar minha própria saída. Da vida sai feliz quem consigo estiver bem.


Helen De Rose

Do meu livro : Uivam as lobas.

Adquira aqui: Clube de Autores

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Burlesco

Dita Von Teese

Lá está ele na frente da tela
um cara que procura por algo
um sonho perdido no tempo
uma fantasia surgida no alto
de um simples movimento

De repente, ela surge na sua frente
trazendo dois leques de plumas
no meio de colares de pérolas
com dois pingentes de runas
em cada mamilo fremente

Ela mexe as plumas iguais asas
para mostrar sua linda calcinha
com babados delicados de rendinha
rebola o quadril e vira de costas
mostrando onde está suas rosas

O moço se ajeita na cadeira
enquanto ela se aproxima
e mexe na sua cabeça de cima
chacoalhando seus volumosos seios 
com sua visão fixa e faceira

Abre uma champanhe gelada
sorri de forma insinuante
bebe no gargalo e molhada
senta no colo do moço amante
e derrama champanhe nele

Ele nem acredita no que vê
a língua macia dela se mistura
com os arrepios da sua pele
deixando-o louco nesta altura
como se assistisse o 'cine privé'

A moça parece tão maluca
deixa marcas de batom na nuca
arranca os colares e fica nua
veste a calcinha na cabeça
do moço, agora, inteiro paralisado 

Ela pensa que ele está passando mal
pega os leques de plumas brancas
abana as cabeças de baixo e de cima
aspira um fio das plumas e espirra
caindo no colo do moço com suas ancas

Ui! Que encaixe mais ligeiro!
O moço bonito fruiu e estremeceu
enquanto ela virou os olhos pro ar
levantou com um rebolado brejeiro
abriu a porta, saiu, sem dizer adeus.

Helen De Rose


Adquira aqui: Clube de Autores

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Melhor Poesia do Ano




Olá meus queridos, quero compartilhar uma alegria com vocês. 
O 1º Colegiado de Escritores Brasileiros, órgão executivo da Litteraria Academiae Lima Barreto, acaba de divulgar as relações dos autores selecionados para as Edições 2016 do Panorama Literário Brasileiro - As Melhores Poesias do ano.
Como ocorre todos os anos, o processo seletivo considerou obras inscritas nas Seletivas da CBJE, durante o ano editorial: de 31 de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016.
Meu poema foi escolhido:



Folha solta no ar
A inconsciência salta dum abismo lunar

transforma o ouro nas águas profundas do passado

e navega nos oceanos da dualidade da presente intuição.

Cada estação solar traz uma mensagem para decifrar

quando a consciência lúcida procura por um aprendizado

do crer ou não crer pelos caminhos da desmistificação.

As dúvidas são iguais veleiros navegando num mar

e o coração é uma folha solta no ar quando não está amarrado

pela Lei que rege toda a natureza e a sua justificação.

No silêncio, conseguimos ouvir o vento e a vela namorar

enquanto o veleiro roda o mundo sem ficar parado

buscando um significado inevitável para cada sensação.

Quando amarrado num porto, por suas escolhas sem pensar

o tempo se faz algoz do seu corpo e o olhar hipnotizado

misturando os sentimentos depois de uma transformação.

A ventania é um presságio alarmante do que pode chegar

e a destruição é uma prova para quem não foi aniquilado

na renúncia do que se tem para avançar na evolução.

Enquanto a noite vem, ainda há uma folha solta no ar

e, depois do amanhecer, ainda vejo um anjo alado

querendo navegar no vento onde o tempo vira um eão.

Os mergulhos na existência nos mostram como podemos avançar

em cada dimensão existente aqui ou do outro lado

conhecendo a nós mesmos e tudo o que permeia esta compreensão.


Helen De Rose - (poema selecionado na Antologia "Rimas de ventos e velas" em outubro/2015; poema do meu sexto livro "Antologias" lançado em setembro/2016).

Agradeço a oportunidade CBJE (Câmara Brasileira de Jovens Escritores) do Rio de Janeiro.

Site: http://camarabrasileira.com.br/

sábado, 23 de julho de 2016

Troféu Delicatta - Personalidades 2016


Evento realizado pela Editora Delicatta, neste sábado, 23/07/2016, no Clube Lar Druzo Brasileiro em São Paulo. Convidada por Luiza Moreira, Editora Chefe.












terça-feira, 19 de julho de 2016

Noite de Posse, Honrarias e Homenagens - Academia Luminescência Brasileira (ALUBRA)



Neste sábado, 16/07/2016, às 19:00hs, no Hotel Premium em Campinas, a Academia Luminescência Brasileira esteve reunida em solenidade para receber os Novos Acadêmicos indicados por outros Acadêmicos, para receber e fazer honrarias e homenagens.




Momento emocionante, no qual recebi das mãos da Vice Presidente Elisabeth Zanin a "Jóia Acadêmica", concedida ao Acadêmico que com suas ações e iniciativas transforma a comunidade ao seu redor; é a "Láurea do Intelectual" com capacidade de levar luz aos que carecem de sabedoria. Agradeço a indicação do meu nome.





Confreira Antonia Carli Bonicontro Ambrosio, minha indicada, Josete Dante e eu.



Confrade Frederico Salvo, meu indicado.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Um dia irei olhar para o céu...



Um dia deitarei na areia do teu coração
para olhar o seu céu de estrelas cadentes
caindo no horizonte de outra dimensão
sobre o oceano da tua alma, iguais sementes

Sementes que brotam em teu ser
e voltam ao céu formando constelações
de palavras escritas, para quem quiser ler
e ouvir as estrelas que saem das tuas emoções

Emoções que mostram o quanto tu amas
a escrita, e vive cada segundo da tua vida
pensando nela, iguais as luzes das chamas
queimando a lenha da lareira aquecida

Aquecida nas noites dos teus silêncios
onde tua voz se entrega à solidão
para ouvir as nascentes das palavras nos rios
que descem das fontes até tua mão

Mão que já foi de menino, hoje crescido
com algumas sementes já plantadas
pela tua mão de semeador amadurecido
amante indelével de um céu de palavras

Helen De Rose

*Lançamento em 20/07/2015 - CBJE - Rio de Janeiro.


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Atire!


Desça do degrau do seu orgulho
Dispa-se da sua vaidade fútil
Livre-se de suas palavras ofensivas
Limpe-se das malícias de sua mente
Guarde sua língua felina
Arranque seus dentes podres
Feche sua boca sangrenta
Corte suas garras afiadas
Beba seu veneno mortal
Alimente-se do seu fel mordaz
Incline-se diante da sua arrogância
Ajoelhe-se no chão da sua miséria
Deite-se sobre seu leito de dor
Guarde-se da sua consciência humana
Mas não se julgue o dono da verdade
Porque ninguém é perfeito
Todos nós cometemos erros
O direito de errar aprendendo
O dever de acertar ensinando
Valorizando sempre o bem nas pessoas
Perdoando sempre o mal que nos fazem
Quem nunca errou nessa vida?
Quem nunca "pecou" antes da morte?
Quem se acha o dono da verdade
Que atire a primeira pedra!

Atire!

Helen De Rose

*Lançamento em 20/06/15 - CBJE - Rio de Janeiro



terça-feira, 2 de junho de 2015

Desgraçada!


Ventania no deserto
Cabelos ao vento
Imagens nos meus olhos
Miragens do tempo
Corro descalça nas areias mornas
Envolvida por véus transparentes
Vejo sua sombra me seguindo
Sua voz saindo pelos dentes:
- Desgraçada! Desgraçada!
Olho para o chão rachado
Formando desenhos iguais mosaicos
Paisagens surreais do areado
Rastos deixados para trás 
Visão surgindo em cascas de maçãs
Pétalas de rosas nos meus cabelos
Enquanto, lá no alto, as nuvens de lãs
Escuras, aproximam-se dos camelos:
- Desgraçada! Desgraçada!
Temporal no deserto
A chuva cai sobre mim
Molhando meus cabelos
Grudando na pele até o fim
Abro os braços e fecho os olhos
Ouço sua voz mais perto
De repente, um silêncio...
Viro para olhar
Não é mais sua sombra a me seguir
São seus lábios meu mar
Beijando-me sem pedir...

Helen De Rose

*Lançamento 20/06/15 - CBJE - Rio de Janeiro.


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Distinção Honrosa




Olá meus queridos! É com grande alegria no coração que venho compartilhar esta Distinção Honrosa:

Prezada escritora
Helen de Rose

Com grata satisfação informamos que o seu nome, indicado pela presidência da Mesa Diretora do 1º Colegiado de Escritores Brasileiros, da Litteraria Academiae Lima Barreto, foi aprovado para ocupar uma cadeira no Plenário de Acadêmicos Titulares desta Casa.

Esta casa literária, fundada em 1949, inspirada nos ideais do seu patrono Lima Barreto, terá o maior honra em ter você como colega de Plenário..

Saudações acadêmicas,
Luiz Carlos Martins
Presidente

Litteraria Academiae Lima Barreto
1º Colegiado de Escritores Brasileiros

www.lalb.com.br

***
Eu agradeço a Todos que me ensinaram, incentivaram e deram oportunidades para o meu aprendizado e possibilidade de mostrar minha escrita. Não vou citar nomes, porque todos são importantes para mim. Muito Obrigada!

Helen De Rose, filha de Josete Dante e Orlando Cornachini.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Gota de sangue



Há uma gota de sangue 
saindo dos olhos do coração 
e um soluço pulsante 
em cada palavra órfã 
da humana transformação.

Há uma gota de sangue 
manchando a menina da visão 
e um silêncio falante 
em cada lápide vã 
da sagrada mistificação.

Há uma gota de sangue 
desvirginando a pura emoção 
e um sabor lacrimante 
em cada sílaba irmã 
da profana consagração.

Há uma gota de sangue 
assustando o som da audição 
e um horror estimulante 
em cada verso no divã 
da sacana santificação.

Helen De Rose

*Lançamento 20/05/15 - CBJE - Rio de Janeiro.



terça-feira, 5 de maio de 2015

Olhar eterno



Quando os olhos procuram pela terra,
um ser que deseja outro ser amado,
os anjos voam pelo céu azulado,
ouvindo a voz que a alma encerra.
Uma luz acende sem demora
iluminando o ventre do destino, 
enquanto o Universo repica o sino
ao conspirar o dia e a hora.
De repente, olhares se cruzam
e dois corações fazem a festa,
iguais aos pássaros na floresta,
felizes enquanto os dias duram. 
Da alma nasce o amor fecundo,
do brilho dos olhos um suspiro,
os anjos no céu dão um giro,
cantando louvores ao mundo.
Então, a cada gesto, o amor cresce
brinca igual criança inocente,
descobrindo-se na vida presente,
enquanto a alma rejuvenesce.
O perfume da juventude deseja
e rompe o íntimo da mocidade,
o amor ganha maturidade,
na união que o tempo almeja.
Por toda vida, o gesto terno
do amor puro se alimentou,
uma só carne se fez, se entregou
na ventura de um olhar eterno.


Helen De Rose

*lançamento 20/05/15 - CBJE - Rio de Janeiro.



quarta-feira, 29 de abril de 2015

Mulher de costas


Aos olhos
De frente 
Uma incógnita
Mostrada pelo verso 
Das costas
Seminuas 
Convidativas. 
Aos olhos
Da carência
Afetiva
Uma cilada
Quase explícita
Sem ser revelada
Que excita
Qualquer olhar
Pagar para ver
O que esconde
Uma mulher
De costas

Helen De Rose


*Lançamento em 20/04/15 - CBJE - Rio de Janeiro.



quarta-feira, 8 de abril de 2015

Serenata para um anjo de mármore


Um violino ao fundo acompanha suas lágrimas
cristalizadas na superfície fria de sua mão
cobrindo seus sentimentos de saudade
num gesto inconsolável da sua visão
Seu corpo descansa sobre as asas
debruçadas sobre a lápide silenciosa
enquanto a noite entoa tristes serenatas
nos matizes azuis da Lua prateada
É a morte que cai sobre a vida
arrancando cada sinal de existência
e a dor é entregue pelas mãos do vazio
que deixa o silêncio da voz nessa renitência
Um violino sobrenatural continua a fluir
para quem deseja ouvir seu lamento
muitos ainda virão olhar a sua despedida
aliviando sua alma do eterno esquecimento

Helen De Rose

*Lançamento em 20/04/15 - CBJE - Rio de Janeiro.


segunda-feira, 23 de março de 2015

Sonata pra Lua em Sol menor


O Sol distancia sua luz das veredas,
As veredas seguem suas imagens,
As imagens se deitam nas alamedas,
Nas alamedas que se vestem de paisagens,
Paisagens de teias e fios de sedas,
Tecidas pelos sonhos de suas paragens.

- Por que tem que ser assim?
- A Lua tão longe de mim?
Diz um triste Arlequim,
Olhando o dia que já caminha pelo fim,
Pensando na sua saudade, segurando um jasmim.

Enquanto ouve uma sonata meã:

Há que se ter uma linda manhã,
Uma Colombina Helena pagã,
No seu deleite mais afã,
Comendo uma vermelha maçã.

O Arlequim admira a Lua e suspira,
Ao lembrar-se do rosto da sua amada,
Acena para o Sol no menor sinal da sua pira,
Abrindo passagem para esta noite encantada.

De um Arlequim apaixonado por sua saudade,
Ouvindo uma sonata pra Lua, renascida
No ventre da noite em divina claridade,
Enquanto chora pelo Sol, em sua partida.

Helen De Rose

*Lançamento 20/03/2015 - CBJE - Rio de Janeiro.


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