segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Sertão do Amor













O agreste tem a forma do meu coração solitário
Sofre com a seca que racha o solo sertanejo
Com a escassez da fonte que alimenta este cenário
Coberto pela poeira trazida pelo vento alísio do desejo

Aqui não tem chuva para as singelas flores
Apenas lágrimas que se derramam na mata branca
Formando uma caatinga rasteira de muitas dores
Na pele semi-árida vertendo o suor sem estanca

O sertão do amor é uma verdadeira estiagem
De sentimentos que não provam da sua essência
Dos sabores perdidos no calor de cada paisagem
No toque dos lábios umedecidos nessa não existência

Hei de chorar até o dia que chegar minha morte
Para me livrar do tormento que me causa este fel
Enquanto meu amor sonha com teu morno rio do norte
O único lugar onde meu sertão encontra sua Ponta do Mel

Helen De Rose

*Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 67 -  lançamento: Agosto / 2010 - CBJE - Rio de Janeiro

4 comentários:

  1. Minha querida
    Quanto sentimento, quanta mágoa neste poema, adorei.

    Beijinhos com carinho
    Sonhadora

    ResponderExcluir
  2. Olá Helen
    Obrigado pela visita ao meu blog e pelo comentário. Quando puder volte, vou gostar muito.
    Bjux

    ResponderExcluir
  3. Helen,

    Belíssima poesia, muitos sentimentos em palavras perfeitas por aqui escritos. Gostei muito do teu espaço
    Visitanto...Seguindo...
    Beijos
    Fátima

    ResponderExcluir

Agradeço sua atenção.
Bastante proteção em seus caminhos.
Sucesso sempre.
Helen De Rose

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