terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ausência



Deitada nesta linha pulsante da vida,
eu entrego meu corpo cansado,
com todas as minhas lutas em vão,
alimentadas pela ilusão dum sonho,
que um dia vi acontecer nos seus olhos.
(Uma luz nos envolveu rapidamente,
enquanto o amor sorriu pra nós,
transformando nossa vida numa só.)
Deitada nesta linha pulsante do amor,
eu entrego meu espírito magoado,
com todos os sentimentos do meu coração,
silenciado pela minha visão marejada,
que um dia vi sair da sua emoção.
(Um sentimento único, sem explicação,
em cada gesto, ao som da nossa respiração,
no descanso do êxtase do nosso amor.)
Nesta ausência de mim mesma,
a noite ficará mais serena com a presença da Lua,
e o dia mais iluminado com cada nascer do Sol.
Eu estarei entregue na paz de não ter nada,
nem aqui ou em qualquer outro lugar.

Helen De Rose

*Lançamento 20/10/2014 - CBJE - Rio de Janeiro.

2 comentários:

  1. gostei do seu poema, mas amei a imagem...

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  2. meus olhos lagrimou foi feita pra mim lindo obrigada bjs

    ResponderExcluir

Agradeço sua atenção.
Bastante proteção em seus caminhos.
Sucesso sempre.
Helen De Rose

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