quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mãe

Mamãe e filhos







Mãe,

Tu és o ninho da vida nessa fecundidade
Enquanto o milagre do corpo está em formação
Tu és o portal da luz no nascimento da humanidade
O amor mais sagrado doado em sublimação

Tu és as manhãs de cada dia do nascer do sol
Iluminando nossos passos inocentes de criança
Tu és as tardes dos nossos aprendizados diante do arrebol
O descanso dos nossos olhos em tua eterna lembrança

Tu és as noites estreladas da nossa frágil adolescência
Enquanto o Luar ouve tuas preces para nos proteger
Tu és as madrugadas passadas em clara consciência
Esperando por nosso abraço antes do amanhecer

Tu és nossa mãe todos os dias de nossas vidas
Enquanto estiver viva e depois que morrer
Pois a saudade é o legado que deixas nas partidas
Nas lágrimas de amor que não desejamos esquecer

Helen De Rose

* Obra publicada no livro "100 Grandes Poetas Brasileiros" - lançamento em 15/09/2010





5 comentários:

  1. Linda poesia e parabéns e sucesso com essa obra!beijos,tudo de bom,chica

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  2. Minha querida
    Uma bela homenagem a sua mãe, num poema lindo.

    Deixo beijinhos
    Sonhadora

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  3. Tudo que se falar seria pouco. Mãe é inigualável.
    Bjux

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  4. Mãe amor insuperável. Belíssima poesia!
    Helen, fiquei muito feliz com tua visita, comentário e incentivo. Quero ir além, quero folhear oque escrevo, chegará a hora!. Eu creio..rs

    Beijos meu

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  5. Comovente poema, que numa altura em que a minha está numa cadeira de roda depois de ter fracturado a clavícula, me emocionou até às lágrimas. Lindo!
    Deixo-te (se me permites) com o último poema que dediquei à minha mãe, afinal a mais bela luz que vai acompanhando as nossas vidas.
    Beijo,
    Vóny Ferreira


    "Mãe... Mãe... tenho medo!"

    Do outro lado da tela
    as cores diluem-se e mostram
    o sol que dormita numa ravina
    um rio gigantesco que lento, seca.

    Mãe… mãe… porque não me escutas?


    Os teus passos sucumbem numa cama
    a tua voz fala-me através dos olhos
    como se a tua alma me deixasse
    pregada à cruz que na parede
    tem Jesus que vela pelo teu sono.

    Mãe… Mãe… tenho medo!

    Abraça-me e diz-me que sou a tua menina
    não, abraça-me e dá-me o sol dos teus olhos
    é que ele foge-me por entre os dedos
    como se ansiasses a escuridão do abismo

    Mãe… Mãe… amo-te, tanto!

    (VÓNY FERREIRA)

    Not: Poema registado na Soc. Portuguesa de Autores e IGAG em Junho 2010

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Agradeço sua atenção.
Bastante proteção em seus caminhos.
Sucesso sempre.
Helen De Rose

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