segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Teu Corpo, Meu Poema


Atravesso as cordilheiras 
do que me é impossível
vou desenhando suas fronteiras 
horizontais,
enquanto sobrevoo sua geografia
e os traços marcantes em sua pele.
Suas planícies revelam seus arrepios
trazendo na brisa dos seus sussurros
tudo o que eu desejo ouvir.
Não há limites nas dobras do seu corpo
seus planaltos aquecidos se misturam 
com a mata selvagem de sua derme.
Seu olhar intenso é o sol que nasce 
no meio das montanhas dos seus ombros
mostrando o quanto me deseja nesta hora.
E depois desta sede imensa
que me dá descobrir sua natureza
em toques verticais,
derrama seu rio em mim
pelas nascentes do seu sorriso
e sensações vindas dos seus portais.
Diante do seu corpo, 
eu virei céu.


Helen De Rose

Lançamento em 20/11/2012 - CBJE - Rio de Janeiro


3 comentários:

  1. E o encanto na geografia do corpo da pessoa amada vira um mundo inteiro. Abraços

    ResponderExcluir
  2. A química da pele tem linguagens que vão para lá de nós...

    Bj

    ResponderExcluir
  3. Sopram ventos de melancolia
    Transparente é o cinza que a tua alma encerra

    A minha pobreza é a falta de um par de asas
    Encontrei um lugar de reinvenção das sombras
    Pensei virar as costas ao tempo e ao deslumbramento
    E aí houve estranhamente o amanhecer das minhas palavras

    E passei para te deixar


    Um mágico beijo

    ResponderExcluir

Agradeço sua atenção.
Bastante proteção em seus caminhos.
Sucesso sempre.
Helen De Rose

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