sábado, 23 de outubro de 2010

Pé de Manacá












Lá no alto do morro só restou
Um pé de manacá entristecido
Que a terra molhada não levou
Depois das nuvens terem chovido

Sua sombra traz uma esperança
E suas flores um lindo colorido
Depois da tempestade, vem a bonança
De algo mais eterno e bendito

Suas folhas balançam com as lágrimas
Dos que ficaram na fria saudade
Olhando o que restou de suas lástimas
Soterradas no pé do morro em calamidade

A morte passeou pela madrugada
Sem olhar nos olhos dos destinos
Arrancou da vida apressada
Na calada da noite destes abrigos

Um lamento trazido pelos ventos
Trouxe suas flores aos jazigos
Colorindo os corpos nestes fragmentos
Em que todos nós sentimos os perigos

É a natureza gritando por socorro
Aos Homens de boa vontade
E lá no alto daquele morro
Um pé de manacá chora de saudade


Helen De Rose

* Antologia Versos Verdes - Edição 2010 - CBJE - Rio de Janeiro
Lançamento em 10/11/2010 





quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A Imaginação do Poeta


*este vídeo é um presente da amiga e poeta Betha M. Costa.


A imaginação do poeta
é igual a uma borboleta,
que habita o meio das folhas
de um livro, nascido
das profundezas do solo
da terra selvagem.

Não possui dono,
apenas imagens.
Não possui limites,
que prendam os infinitos
das suas palavras.

A borboleta personifica
o poeta
que segura
em seus braços,
o nascimento da poesia,
sua filha imaginativa.

Helen De Rose

*Antologia lançada em 10/10/10 - CBJE - Rio de Janeiro


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