sábado, 12 de novembro de 2011

O Leite Derramado









A chuva continua a cair sobre mim
Enquanto pessoas correm por todos os lados
Tentando se proteger dos tremores
Espalhados pelas esquinas sem saída
Dos extremos percorridos pela visão
Nessa pequena distância
Entre a janela da alma e o chão
Onde o leite derramado
Não retorna pra jarra do coração

A vida é muito mais!
Não depende da nossa opinião
Cada um tem o que merece
Na sua infinita aflição
Seguindo os conceitos fanáticos
Da religião
Retiramos o lacre da granada
Escondida em nossa mão

Eu confesso! Juro!
Arranquei as asas de um anjo
Caído num jardim morto
Destruído
Pelas cinzas de um vulcão
Ativado pelo terrorismo
Indelével
Da falsa manifestação

Estamos todos uniformizados
Identificados por números
Numa sequência em série
Fantasiados pela criação
Presos num velho guarda roupa
Fechados pelas chaves
Guardadas no bolso da camisa
Do universo
Enquanto dá sua última cartada
No seu jogo de blefar

Mas,
Eu pensei que fosse apenas um sonho
Uma breve eternidade da ilusão
Numa tela líquida e surreal
Da minha imaginação...

Estou olhando minha consciência
Estou despertando para a realidade
Estou encontrando minha existência
Em cada face deformada pela falsidade

Estou tentando não perder minha religiosidade(?)...

Eu falei demais!


Helen De Rose



Um comentário:

Agradeço sua atenção.
Bastante proteção em seus caminhos.
Sucesso sempre.
Helen De Rose

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