quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Insipidez




Palavras insípidas
Iguais comidas insossas
Degustadas no insulso
Do seu fel
Amargando a boca
Do fígado
Desgraçado
Inchado
Com seu Ego
Desenxabido
Em ação...

Náuseas estomacais
Fecham os olhos
Enquanto uma lágrima cai
No esforço de vomitar
Diante do fedor
Contaminado pelas palavras
Repugnantes 
Iguais lixos das escórias
Fotografadas na visão
Da mente
Em reação...

Helen De Rose

*Lançamento 20/02/15 - CBJE - Rio de Janeiro.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Lua feiticeira Lua



Na bruma do templo,
eu não sei quem te perdeu,
levada por onde
um cavaleiro monge,
entrança-se nos sonhos
dos fios dos cabelos teus.
Não sei quem ele é
nem sem de ti.
Só sei 
que lágrimas choram
por um poema morto,
filho da mãe-dor 
da literatura,
nascido e cuspido
num alfabeto de palha,
porque as palavras 
sem gestos nada valem,
nem o frio da vil perseguição.
Sempre haverá um azul ternura
e um ponto e vírgula
nos teus sonhos de amor,
no canto dos teus olhos 
flores de água,
tirando dos teus olhos 
todas pedras brilhantes
para enfeitarem 
teu pescoço de poeta.

Helen De Rose

*Lançamento 20/02/2015 - CBJE - Rio de Janeiro.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Exílio

Francis Bacon

Sem revelar o que penso
No silêncio me preservo
E decido
Aquilo que penso, contudo
Remeto ao meu julgamento
Empírico
Externando meu pensamento
Persigo meu raciocínio 
Mais fatídico 
Nas teorias da mente
Dos meus momentos
Troco o dito pelo não dito
Nas divagações das palavras
Perco o senso de tudo
Em frases sem sentido
Do lascivo pensamento
Desejos fantasiados de amor
Num poema idílico
Escrevo o que sinto e penso
Mas guardo o que não posso dizer
Do meu ego cínico

Helen De Rose

*Lançado em 20/01/15 - CBJE - Rio de Janeiro.


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