quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Amor Gris



Mais um dia triste
num segundo qualquer 
perdido num minuto da hora 
longe de quem se quer 

Mais um dia triste 
num minuto qualquer 
perdido numa hora do dia 
até que o tempo transpuser 

Longe de lugares 
o silêncio incide 
sobre um olhar distante 
na seca do deserto, agride 

Longe do oásis 
onde a água sobrevive 
e mata a sede dos lábios 
igual ao beijo que detive 

Mesmo que os dias passem 
sempre terei um giz 
de todas as cores e matizes 
para pintar esse amor gris 

Mesmo que os anos esvoacem 
todos os sonhos que eu quis 
diante desse infinito horizonte 
sempre vou desejar outro bis 

Helen De Rose

Lançamento: da 1ª Edição - 15/12/2013 - CBJE - Rio de Janeiro


Mais do que um livro, o Panorama Literário Brasileiro é um documento histórico. Ele registra as melhores poesias inscritas para as seletivas da CBJE durante nosso ano editorial (período outubro 2012/setembro 2013). Neste ano, excepcionalmente, a seleção das obras contou com a colaboração dos Acadêmicos do 1º Colegiado de Escritores Brasileiros, órgão executivo da Litteraria Academiae Lima Barreto, no Rio de Janeiro.
Este é o 10º ano consecutivo que está sendo publicado, e temos certeza de que reeditará o mesmo sucesso das edições anteriores.
Com esta Edição 2013/2014, a CBJE concretiza mais ainda o seu objetivo de fazer das nossas publicações uma fonte de referência da literatura brasileira contemporânea. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Anoiteça-me!





A noite é apenas uma paisagem nos seus olhos
enquanto as estrelas brincam de esconder a Lua
debaixo das suas sobrancelhas molhadas com o sereno
orvalhando seus cílios com o seu brilho, deixa-me nua!

Deixa-me nua! Cada vez que sua noite me incendeia
e seu horizonte parece o infinito nos toques dos seus dedos
descobrindo minhas planícies onde escondo minhas nascentes
envolvendo toda a sua derme morna com meu cheiro, tira-me segredos!

Tira-me segredos! Abocanhe meus lábios sedentos do seu sabor
deixe seu fogo penetrar a paixão que você acabou de encontrar
com esse seu tesão sussurrando nessa canção da sua respiração
igual a ventania que muda tudo de lugar em segundos, faça-me amar!

Faça-me amar! Nesse ritmo alucinado do pulsar da nossa existência
enquanto nosso suor, para descansar, procura nossas margens
no aconchego do nosso prazer adormecido na paz do nosso amor
depois de uma noite inteira amando todas as nossas paisagens...


Helen De Rose

*Lançamento em 20/12/2013 - CBJE - Rio de Janeiro


Leia a poesia, ouvindo...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Altares da Paixão


 As dermes conhecem 

seus altares
os cheiros que pairam 
sobre o tempo
onde o amor permaneceu
sobre as nascentes
e seus lábios mataram a sede.
O amor é uma entrega sem limites,
na terra do corpo,
no fogo da alma,
na água do êxtase,
no ar da respiração.
O punitivo da matéria
não transcende
o que é sobrenatural,
etéreo.
O desejo acende a chama,
quando encontra noutro olhar,
um animal sendo amansado
pela s mãos da menina.
Por um instante,
a visão para
e olha,
um alvoroço toma conta
do restante.
Há comunhão nos altares.


Helen De Rose


*Lançamento em 20/12/2013 - CBJE - Rio de Janeiro


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Nas manhãs de setembro




Enquanto as manhãs ensolaradas 
espreguiçam nos lençóis da noite
meus olhos noturnos visualizam 
os pequenos orvalhos da saudade
deitando sobre a relva das almas 
no sereno da solidão presente.
Ao longe, um pescador debruçado 
sob a sombra de um salgueiro centenário
olha sua existência renascida passar 
nos reflexos das águas cristalinas
diante da margem do rio onde 
aprendeu a pescar seu alimento.
Eu tirei o meu chapéu branco
enfeitado com pequenas margaridas
para saudá-lo numa daquelas manhãs
e quando ele se virou para olhar quem era
a emoção inundou os seus olhos
acompanhada por um sorriso iluminado.
Ele pronunciou meu apelido de infância:
- Toco!
Depois daquele encontro existencial
eu aprendi a pescar meus sonhos
e alimentar minha alma com sorrisos
enquanto meus pensamentos viajam
pelos caminhos eternos da esperança
de poder reencontrá-lo um dia
numa das manhãs ensolaradas de setembro.


Helen De Rose 


(dedicado ao meu pai, que me chamava de seu toco)

*Antologia lançada em 20/11/2013 - CBJE - Rio de Janeiro


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Infinito particular




Estamos num instante de infinito particular 
leio-te nos matizes da cor do teu olhar 

Atravesso oceanos siderais da tua imaginação 
enquanto a menina dos teus olhos brinca na minha visão 

Corro pelas florestas do teu coração pulsando 
sobre as patas de um lince seguindo tua íris se libertando 

Vivo no teu globo ocular brincando com as lindas mariposas 
que fazem brilhar meu cristalino, refletindo as luzes de tuas prosas 

Retina em mim, transforma a vida numa obra de arte 
transcende o etéreo e leva consigo o meu estandarte 

Dou para ti minha córnea para encontrar meu mundo 
e chegar no porto abrigo onde o Sol é o meu Eu profundo 

Não deixarei que tua pupila se perca de mim 
nem aqui, nem onde o destino procura por um fim.


Helen De Rose

*lançamento em 20/11/2013 - CBJE - Rio de Janeiro


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Entre Aspas


Aparecem aos pares

iguais orelhas
chegam antes
e saem depois
sem emitir sons.
São superiores
buscam uma entonação
do que está entre
focado, citado
um lema, um tema
ou quando a palavra
é mencionada
ironizada, polemizada
por quem escreveu
e escolheu
colocar sua intenção
"entre aspas"


Helen De Rose

*Antologia lançada em 20/10/13 - CBJE - Rio de Janeiro

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Primaverar




Hoje vou vestir 
meu vestido azul 
mais florido,
soltar meus cabelos 
ao vento 
em devoção,
perfumar minha pele 
com leite de rosas,
caminhar por uma vereda 
repleta de jasmins,
ouvir o canto 
dos bem-te-vis 
num jardim colorido,
sentir a dança das borboletas 
emocionar minha visão,
presenciar o nascimento 
das flores mais cheirosas,
ver os ninhos de andorinhas
no alto dos ipês amarelos,
enquanto a primavera 
transforma-se em poesia
nas mãos dos serafins.

Helen De Rose


* Antologia lançada em 20/10/13 - CBJE - Rio de Janeiro.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Olha a cor dos abalones...




Olha a cor dos abalones quando refletem
seus matizes estão entre meus dedos,
hipnotizando os olhares a qualquer distância. 

Trazem em si a orelha do mar, audição de Vênus,
por onde os incautos navegam seus sonhos,
desejando que o mar tenha água doce e pura,
enquanto meus dedos escrevem o eco das suas vozes. 

Teus olhos conseguem ver a cor dos abalones
em pétalas de matizes, em ondas nacaradas,
sob este manto etéreo que encurta as distâncias
e reúne as visões míopes, as vozes mudas e as mãos falantes. 

No fundo do mar dos meus dedos existe um feixe de luz,
ela dança com as ondas, faz poesias vestida com abalones.


Helen De Rose

* Antologia lançada em 20/09/2013 - CBJE - Rio de Janeiro 




terça-feira, 15 de outubro de 2013

Os Doze Escudeiros do Apocalipse


 








 
Estamos no ano de 2666.
O Planeta Terra passa por momentos difíceis e sombrios.
A população dos continentes procurou as regiões centrais para morar, porque, com o descongelamento dos Polos, os oceanos invadiram todas as cidades costeiras.
Portos e ilhas não existem mais e alguns desertos foram invadidos pelo oceano.
O clima está fora de controle e os desastres naturais matam muitas pessoas em todos os lugares.
O stress toma conta da saúde das pessoas, a comida e água estão escassas, a violência deu o seu lugar em troca da solidariedade e sobrevivência.
Não há mais classes sociais. Todos nivelaram seus ganhos de acordo com a necessidade de todos, porque os governantes se uniram para salvar as terras do Planeta.
Por outro lado, há mais mortes por doenças do que nascimentos.
Então, os cientistas inventaram uma pílula chamada Nasciturus com o DNA de humanos. Ela pode ser tomada por homem ou mulher que desejam ter filhos.
Quando a pílula é tomada, ela se instala no estômago e com o calor do corpo, o bebê está pronto para nascer em nove horas através de uma cirurgia.
No prazo de uma semana os filhos já estão adultos e podem ajudar os pais, trabalhando.
Estas pílulas ficam armazenadas nas Máquinas de Sêmen Humano, encontradas nos hipermercados de todas as cidades, basta escolher o perfil do filho no teclado da máquina e comprar a ficha Nasciturus .
Muitos filhos já nasceram desta forma, porque é mais rápido e logo estão adultos.
Mas, para comprar a pílula, a impressão digital da pessoa não pode conter nenhum impedimento com a Justiça.
Caso seja detectado algo, um alarme é acionado e a pessoa tem que pagar uma multa ou será julgada e mandada para um dos navios de presos, longe dos continentes.
Não há mais presídios nos continentes por falta de espaço terrestre, todos os presos são julgados e ficam nos navios em containers, celas em alto mar.
O maior problema são os seres alienígenas invisíveis que estão colocando pílulas de seres alienígenas no meio das pílulas normais, causando nascimentos de monstros alienígenas por todo o Planeta Terra, com a intenção de dominar os terráqueos.
Diante disto, surgiu a Sociedade Secreta Directus, formada por doze escudeiros do Apocalipse.
São homens e mulheres representantes dos signos da humanidade e possuem um canal de comunicação entre si, através de um chip implantado atrás da orelha direita. Eles foram escolhidos através de testes secretos para encontrarem os alienígenas invisíveis e extingui-los.
Mas, para serem iniciados, eles precisam fazer um sacrifício pelo bem da humanidade: amputar o antebraço e a mão esquerda.
Porque quando em ação, eles utilizam um antebraço e mão cibernéticos no lado esquerdo, acoplados a um escudo que os deixam invisíveis.
Este escudo também permite que eles se teletransportem para onde houver sinais sensoriais de alienígenas.
Os doze escudeiros do Apocalipse caçam alienígenas por todo o Planeta.
Ninguém sabe onde eles se reúnem, onde eles estão ou vivem.
O único boato conhecido pela população é o seguinte: quando um deles morre, eles se reúnem em algum local secreto e outro escudeiro entra em seu lugar, trazendo na bandeja sua mão esquerda.
Um chamado pelo chip é transmitido aos escudeiros:
- Atenção todos! Sinais sensoriais de alienígenas na Latitude -15° 46' 47'' e Longitude -47° 55' 47'', teletransportem em 10 segundos.
.
Helen De Rose
.
*Antologia lançada em 20/09/13 - CBJE - Rio de Janeiro 




segunda-feira, 7 de outubro de 2013

No sonho




teu corpo cobre minha derme por inteiro
e teus lábios acendem em mim um fogareiro
enquanto penetras no meu lúmen molhado
ofereço-te meu pulsar sofisticado 

o meu íntimo lateja ao sentir teu cheiro
meu ventre serpenteia no teu picadeiro
quando teu beijo tira meu fôlego atado
entrego-te o meu êxtase cupulado 

quando vens, és adolescente desejoso
quando vais, és um belo homem glorioso
e levas no teu íntimo um pouco de mim 

repleto dos meus segredos mais femininos
enquanto penso nos teus dotes masculinos
este amor continua em nós neste sonho sem fim

Helen De Rose



*Antologia lançada em 20/09/13 - CBJE - Rio de Janeiro 



terça-feira, 17 de setembro de 2013

Apague as luzes, quero ver de onde vem sua luz...



Uma força estranha estimula a menina voltar a sonhar
iguais as nascentes que brotam do deserto quente
e as larvas que surgem na neve do vulcão a congelar 

Uma força estranha que nasce do âmago do ventre
iguais as fecundações espontâneas nascidas do amor
e os pólenes que originam as sementes pelo beija-flor 

Uma força estranha capaz de ouvir o que tu me dizes
apenas com o pulsar do seu coração em mim
na mesma velocidade da luz quando estamos felizes 

Uma força estranha que nos domina por existências sem fim
e invade nosso ser e alimenta nosso sangue de êxtase
quando nossos olhos se cruzam num gesto de puro ênfase 

Apague as luzes, quero ver de onde vem sua Luz
Enquanto seu nome vem me acordar todos os dias,
sinto essa força estranha vinda do seu Castelo Andaluz.

Helen De Rose


*Antologia lançada em 20/08/13 - CBJE - Rio de Janeiro.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O beijo da morte



A noite é uma criança sem medo,
é um olhar em segredo,
debaixo do véu escuro do luto,
esperando por um segundo astuto.

A morte é uma criança sem receio,
é um grito vindo do meio
de um cubículo sem saídas,
enquanto chamas tiram as vidas.

O beijo é uma criança sem temor,
é o estímulo que propaga o calor
em corpos amontoados pelo chão
depois da tragédia do clarão.

A criança é um filho perdido
no meio da noite, sucumbido
pelo beijo da morte inesperada,
na festa que o destino prepara.


Helen De Rose

*Antologia lançada em 20/08/2013 - CBJE - Rio de Janeiro.



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A Menina Anjo e o Barco

Minha filha Marina.

Nos dois infinitos do oitenta e oito
uma menina anjo navega seu barco
pelas águas mornas do útero da Terra
enquanto espera que sua asa quebrada
cure-se do sopro físico do carma.
Mas, nem todos conseguem vê-la
porque tem que existir amor no coração
para visualizar sua essência invisível
que está o tempo todo dentro do barco
tentando tirar a água que insiste
entrar por um pequeno furo
no meio do fundo do arco vital.
A menina anjo tem uma vontade
sobre humana de viver.
Enquanto o barco resiste,
flutuando em cima do destino,
ela vive feliz e espera
o dia da sua libertação
quando suas asas a levarão
de volta para o céu.
Olhe mais uma vez
a menina anjo continua lá...

Helen De Rose

*Antologia lançada em 20/07/2013 - CBJE - Rio de Janeiro.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Minha rua encontrou a tua



Quando teu desejo chamou meu nome
uma carta do correio chegou
e minha rua encontrou a tua
enquanto minha vida se alegrou
quando identificou teu sobrenome

Quando tuas palavras me encontraram
eu desejei te roubar pra mim
ser tua em cada confissão nua
deixar nas páginas meu perfume jasmim
sentir o quanto nossas vidas se uniram

Quando quiseste apaixonar me apaixonou
nossos olhos viram o nosso amor vivendo
na Lua da nossa alma iluminada, nítida e pura,
nossos sorrisos uníssonos satisfazendo
tudo quanto um só pensamento procurou

Quando teu Sol nasceu no meu horizonte
minha vida não se perdeu mais na estrada
ela continua serena sempre unida à tua
confiante na força que nos une nesta jornada.
Tu és tudo o que eu queria encontrar nesta fonte.

Helen De Rose

*Antologia lançada em 20/07/2013 - CBJE - Rio de Janeiro


sexta-feira, 26 de julho de 2013

A Noite das Almas



Luzes de chamas contornam as montanhas nesta noite, 
enquanto espectros se aproximam e dançam ao redor.
Os ecos da música tribal se misturam com a escuridão,
levando para as entranhas da terra um som de louvor.

Meus olhos negros ocultam visões reminiscentes, 
imagens etéreas surgem flutuando na minha memória. 
Exalam uma fragrância que lembram uma saudade 
de um tempo que se foi, de um lugar que não existe mais.

Eu vejo um caminho feito de velas dançando pelo chão, 
mostrando a passagem que existe entre a sombra e a luz. 
Diante do manto escuro da noite, as brumas escondem 
almas dançando um minueto para um Ser de capuz.

Os ramos dos salgueiros curvam-se nas alfombras úmidas, 
lembrando o choro interminável de quem sente saudade. 
Enquanto o sereno se transforma em orvalho, em lágrimas 
que caem desta noite das almas, do puro céu de liberdade.


Helen De Rose


*Antologia lançada em 20 de junho de 2013 - CBJE - Rio de Janeiro


sexta-feira, 5 de julho de 2013

O abismo da alma



O coração da noite pulsa sua dança
no movimento fúnebre da Lua cheia
de encontro com a cruz da esperança
deixando sua sombra na relva fria

O abismo da alma é um lobo perdido
na floresta dos olhos onde o ego-abismo
vasculha a nascente secreta do fluído
farejando os rastros deixados pelo egoismo

Sua natureza sente e olha para cima
lá no alto sua vaidade cai numa cilada
tenta pegar uma rosa e se aproxima
um passo em falso e tudo vira nada

Uma imagem aparece na úmida margem
do rio da saudade tão esquecido
sua sede é um segundo de miragem
no frio das brumas dum sonho contido

A neve congela seus ossos quebrados
na queda trágica das suas escolhas
que agora se rastejam com seus pecados
nos restos e detritos das pequenas folhas


Helen De Rose


*Antologia lançada em 20/06/2013 - CBJE - Rio de Janeiro



segunda-feira, 10 de junho de 2013

Asas encantadas



Quem segue 
uma borboleta, 
sempre encontra 
um encantamento mágico, 
soltando de suas asas.

Borboletas voando
sobre meus ombros,
trazem nas asas
a dança da vida,
um encantamento
que faz surgir
do âmago da alma
meu sorriso.

Borboletas mágicas!
Estão dentro de mim
dançando 
para a menina
dos meus olhos,
enquanto ouço
uma linda canção
de notas alegres.


Helen De Rose

* Lançamento em 20/05/2013 - CBJE - Rio de Janeiro


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Convite de Lançamento













Quando lançamos um livro, um nascimento acontece do nosso coração, da nossa mente, das inspirações trazidas pelo nosso universo sensorial. Houve um tempo de fecundação, um tempo de gestação e um tempo de preparação para o nascimento. Tudo isto resulta em segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos. Portanto, no dia que o livro é lançado e autografamos cada um deles, entregando para cada leitor que se interessa em ler o que nasceu de nós, é um prazer indescritível, que só pode ser sentido, por quem já vivenciou este momento único. 

Próximo nascimento dia 8 de junho de 2013, sábado, a partir das 16:30, no Fran's Café da Av. Barão de Tatuí, 466. Sorocaba/SP.











Livro: Uivam as lobas - Na busca da comunhão com o eterno
O livro contém 40 pensamentos e 40 textos que podem ser lidos todos os dias, conforme o leitor(a) for se identificando com minha escrita. Os livros são mensagens importantes que chegam até nós. Lembre-se dos livros ou textos que você já leu, quantas mensagens você já recebeu através deles?
Editora: CBJE

Ao comprar o livro, o leitor(a) ganha um presente iluminado. Surpresa!

Ficarei feliz com a presença de todos.

Helen De Rose

sábado, 4 de maio de 2013

Nas Alamedas da Saudade



Pelas alamedas dos sentimentos solitários
a solidão passeia por entre as sombras
deixadas pelos orlados das árvores 
dum bosque de emoções do passado.
Ainda há a presença do sabor nos frutos
deixado pelas flores levadas pelo vento
no entardecer dum amor que ainda existe
mesmo que seus olhos tenham ido com o tempo.
Nos cantos dos pássaros permanecem a saudade
cantando um passado ainda presente no céu
na existência das imagens que insistem em mostrar
os momentos que existiram e não existem mais.
Nas alamedas da saudade aprendemos o que é perder
aprendemos a aceitar o tempo que devemos ficar
até chegar nossa vez de partir para outro lugar
e, talvez, reencontrar o amor que se foi...


Helen De Rose

*Lançamento em 20/05/2013 - CBJE - Rio de Janeiro


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Hoje eu te ofereço rosas



O tempo cuida de tudo
renascemos todos os dias
depois do nosso sono mudo
desejando na vida mais alegrias

Hoje eu te ofereço rosas
pelo tempo que nos conhecemos
por cada segundo de nossas prosas
por toda eternidade que ainda teremos

Cada pétala é uma lágrima de emoção
de ter tua presença tão importante
levo teu sorriso guardado em meu coração
por onde eu estiver a cada instante

Hoje eu te ofereço rosas
porque elas simbolizam o amor
sem limites exalam essências perfumosas
seja para mim, para ti ou para quem for

Que teu íntimo receba este carinho iguais 
as rosas recebem os orvalhos
que brilham nas manhãs do teu caminho
encontrando meu sorriso nos teus atalhos

Hoje eu te ofereço rosas
para jamais, em tempo algum, esquecer 
que um dia ganhaste flores cheirosas
cada vez que teus olhos conseguirem me ver


Helen De Rose


*Lançamento em 20/04/2013 - CBJE - Rio de Janeiro



sábado, 30 de março de 2013

A Rosa de Sharom










Peguei minha cruz e caminhei
Carreguei até o alto do meu calvário
As dores do meu ombro, suportei
Onde apoiei meu fardo e o meu sacrário

Sobre o chão deitei o madeirado
E sobre a cruz me deitei
Amarraram meus tornozelos, apertado
Pés sobre pés, pregado, fiquei

Dores subiam pelas minhas costas
Meus olhos escureceram-se no dia
Não via mais a face dos humanos expostas
Na sede de mim, nada mais sentia

Afastaram meus braços, amarraram meus pulsos
Minhas mãos foram pregadas, perfuradas na luz
Meu abraço ensanguentado, meu amor expulso
Meu corpo entregue, estava preso na cruz

Nesse momento fui elevado
A cruz, em pé, no alto diante de todos
Pela lança do soldado fui transpassado
Enfraquecendo meu coração sem gozos

Sinais prematuros de minha partida
Não consigo mais respirar
Sinto minha alma suspensa, sem vida
Não tenho mais como ficar

Julgado por todos os julgadores
Perdoa-os! Não sabem o que fazem!
Mulher! Eis aí teu filho! Mãe das dores!
Meu Pai, por que me abandonaste! Os verbos jazem!

Entreguei-me ao destino dos homens
Salvando os pecados do mundo
Hoje sou lembrado em homenagens
Meu sofrimento e meu amor profundo


Helen De Rose


* Ao Mestre Jesus de Nazaré 

*Antologia Roda Mundo - Sorocaba - SP 


segunda-feira, 25 de março de 2013

Entre nós dois



O amor é tão perceptível

com os olhos de ver
não há como esconder.
Tão possível
quanto irresistível
não deixar acontecer.
Mas, sempre haverá 
um vazio incerto
quando a atitude
não corresponde
ao sentimento.
Não consigo resistir,
leio teus pensamentos
e sempre me deparo
com o vão que existe
entre nós dois.
Eu já vi teu sorriso
já decifrei teu olhar
não há como negar
cada palavra 
que teus lábios dizem.
No vão dos teus segredos
eu sou a sentinela
dos teus subterfúgios
para adiar a hora
de qualquer encontro
corpo a corpo.
Entre nós dois
há um espaço vazio
sem entrada, nem saída.

Helen De Rose


*Lançamento em 20/04/2013 - CBJE - Rio de Janeiro


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